Correr ouvindo música ajuda ou atrapalha o desempenho do atleta ?

Por Aline Croce | Foto: Adoro Fotos

É quase cultural, automático. Ao amarrar o cadarço do tênis, colocar o cronômetro no pulso e definir o percurso que vai ser palco para o próximo treino  o fone de ouvido e o ipod são indispensáveis para muitos corredores.

Não é de hoje que a música move o mundo e ajuda muitos atletas a alcançarem seus objetivos de treinos, entretanto os estudos relacionados ao desempenho dos corredores e os danos que o som causa ainda são muito divididos.  

A americana Cheryl Risse, teve suas duas pernas amputadas em um acidente na Florida. Ela caiu na linha de trem e não ouviu a locomotiva se aproximar por conta do Mp3 ligado.  

Segundo o triatleta Roberto Maluf Mari “ Correr ouvindo música é ruim por questões de segurança, você não ouve o barulho externo como buzinas além de tirar a atenção da via, concentração de treino e também aumenta o risco de vida.” Relata.

Já outros estudos apontam que dependendo da música, ela tem o poder de criar estímulos mais fortes do que algumas drogas consideradas doping, e isso faz com que o corredor libere sustâncias no corpo que o movam para seguir em frente junto a adrenalina liberada na música que se reflete na inspiração para atividade física.

Segundo o Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro em Leipzig, Alemanha, a música aumenta o nível de oxigenação no sangue, logo, melhora o desempenho durante o esporte.

Atualmente já existem vários aplicativos que disponibilizam playlist para corrida o que comprova que muitos precisam da energia sonora para dar o primeiro passo, estilos musicals como techno, house, e eletrônico são os preferidos entre os corredores.

Pode-se concluir que a música é sim um meio motivacional para o treino, entretando é melhor colocar o fone de ouvido em um local seguro, como por exemplo, na esteira ou em pistas de cooper para evitar riscos maiores ou deixar o volume em uma altura que não prejudique a audição dos ruídos externos, mas não podemos negar que quando a pisada do dia começa com pé esquerdo não nada como uma música para mudar o cenário.